Você já ouviu falar sobre Engenharia Reversa? Acredito que sim! E consegue me dizer o que é? Se sua resposta for não, esse texto é para você. Depois de ler até o fim, volte para esse começo e refaça essas perguntas, com certeza terá respostas.

Quando desmontamos um brinquedo ou um aparelho que quebrou para ver seu funcionamento, ou mesmo por curiosidade e depois remontamos, temos o processo de Engenharia Reversa acontecendo. Quando criança, não tínhamos a preocupação em economizar dinheiro, e consequentemente não percebíamos que aquela simples curiosidade de desmontar algo realmente importava.

Foto 1: Brinquedo montado e desmontado.

 

Muitas vezes escutamos o termo “Engenharia Reversa”, no trabalho, na faculdade e até mesmo em rodas de conversa com amigos e parentes. Mas por que esse tema tem despertado tanto o interesse e a atenção de tantas pessoas e até mesmo grandes empresas no século XXI? Simples, a Engenharia Reversa tem sido uma forma muito fácil de reconhecer os pequenos processos que juntos, formam um projeto como um todo, que por meio de pesquisas e estudos tem como uma das principais importâncias avançar o conhecimento tecnológico das pessoas com foco nas atividades técnicas exercidas.

Sendo assim, a Engenharia Reversa vem ganhando muito espaço no mercado, principalmente por ser uma forma de baratear (ou diminuir) custos e aperfeiçoar um produto de acordo com a demanda do cliente.

Mas como funciona?

Como já dito, durante o século XXI, cada vez é mais valorizado formas de otimizar produtos e vende-los com qualidade mas ao mesmo tempo com um baixo custo. Para a indústria, o processo não é diferente, a melhoria dos produtos acontece através dessa técnica, cujo resultado reflete sob os lucros e aumento de vendas, consequentemente. Por exemplo, a China e o Paraguai são referências na engenharia reversa no mundo, pois seus produtos são reproduzidos de forma mais barata e simplificada do que os originais.

 

Como pensar em Engenharia Reversa de forma simples?

Se você tem como objetivo facilitar o dia a dia empresarial e desenvolver sua empresa, por meio da diminuição de custos, melhor aproveitamento de matéria prima ou até mesmo utilizar materiais de formas mais sustentáveis, será necessário se aperfeiçoar e fazer uma análise de como a Engenharia Reversa pode impactar sua empresa ou produto.

Um exemplo simples e prático… Participamos do desenvolvimento de um projeto chamado Calango, cujo objetivo foi sua otimização. Assim, o projeto foi recebido “finalizado” e a partir dai fizemos um processo de desconstrui-lo para entendermos um pouco melhor seu funcionamento e conhecer maneiras mais vantajosas de aperfeiçoa-lo para suprir a necessidade do cliente. Se encaixando perfeitamente como um exemplo de engenharia reversa. Você pode conferir um pouco mais sobre o desenvolvimento do projeto clicando aqui.

Foto 2: Projeto Calango.

Dúvidas ou sugestões? Entre em contato conosco, será um prazer tornar sua ideia possível.

 

4 Passos Para Patentear o Seu Produto

 

Você já teve uma ideia inovadora de um produto? Ou até mesmo uma ideia  de melhoria de um sistema de produção? Você já quis ser o dono disto e ter totais direitos sobre esta ideia? Se respondeu sim para qualquer uma destas perguntas, continue lendo, por que este texto é para você.

Se você inventou uma nova tecnologia, sendo essa um produto ou um processo, você tem o direito de buscar uma patente para este. Mas o que é uma patente?

Patente é uma concessão pública, conferida pelo Estado, onde garante ao titular a exclusividade de explorar comercialmente a sua criação, impedindo que terceiros fabriquem, usem, vendam, ofereçam ou importem a invenção, sem a permissão do titular. Entretanto, firmando a patente, todos os dados do invento são disponibilizados ao acesso público.

Existem dois modelos de patentes, a PI (Patente de Invenção) e a MU (Patente de Modelo de Utilidade). A primeira se refere a produtos ou processos totalmente novos. Já a segunda, se refere a aplicações industriais, onde existem melhorias de um produto ou um processo. A primeira tem uma validade de 20 anos a partir da data do depósito e a segunda, 15 anos.

Não é necessário ter um protótipo deste invento, deve-se apenas ter a documentação necessária requerida e que será melhor descrita posteriormente. Além disto, não é possível patentear apenas ideias, é necessário apresentar algo concreto, seja um protótipo fabricado ou o projeto do seu produto.

COMO FAZER A SUA PATENTE?

Antes de entrar com o processo de documentação para a sua patente, pesquise se o que pretende solicitar já não foi protegido por outras pessoas. Você pode realizar esta busca pelo próprio site do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual), órgão responsável pela firmação de patentes no Brasil. Tendo feito a avaliação e confirmado que não existe nada igual patenteado, pode seguir para a próxima etapa.

PAGAMENTOS E DEPÓSITOS

Antes de tudo, para fazer o pagamento das taxas processuais, deve ser feito o cadastro no e-INPI, clicando aqui. Fazendo este cadastro você pode emitir a Guia de Recolhimento da União, para dar início no processo de documentação. Pessoas físicas e microempresários, entre outros, têm direito a desconto.

REALIZANDO O PEDIDO

Você deve reunir todos os documentos que serão passados após o pagamento da GRU, como conteúdo técnico, relatório descritivo, quadro reivindicatório, listagem de sequências (para pedidos da área biotecnológica), desenhos (caso necessário) e resumo, formulário FQ001 (fornecido pelo INPI e o comprovante de pagamento da GRU.

Os documentos podem ser entregues através de correspondência ou de maneira digital. Sendo já avisado pelo INPI, que os documentos digitalizados, apresentam uma tramitação processual mais rápida.

ACOMPANHAMENTO

Todo o processo de patenteamento passará por diversas etapas, podendo exigir o envio de novos documentos. Passando inicialmente por um Setor de Exame Formal, que irá verificar a formalidade de todos os documentos. Caso necessário o reenvio de algum documento, o solicitante da patente tem 30 dias para o envio, caso contrário o pedido é anulado.

Caso o pedido esteja dentro dos conformes, ele será mantido em sigilo por 18 meses a partir da data do depósito. Após o período do sigilo, será encaminhado para um examinador de patentes. Nesta última, será solicitado uma manifestação sua antes da decisão.

Consulte regularmente a Revista de Propriedade Industrial (RPI), para ter informações constantes (esta é a plataforma de informações onde poderá ver o andamento do seu processo). Você também pode incluir o seu processo em “Meus Pedidos”, desta forma o sistema avisará para você através de um e-mail todas as vezes que ocorrerem movimentações.

Em relação aos custos, existem taxas para o pedido de exame e para a expedição da carta-patente (documento que oficializa a sua patente), que pode custar de R$150,00 a R$500,00. Após o 24º mês de depósito, é pago uma anuidade, que pode custar de R$80,00 a R$1950,00.

 

Agora que você já sabe como patentear o seu produto, não perca mais tempo e não perca a chance de entrar nesse mercado que movimenta milhões de reais todos os anos apenas no Brasil. E caso você ainda não tenha a sua ideia desenvolvida e quer garantir que ela esteja dentro de todas as normas técnicas necessárias, entre em contato com a nossa equipe, estaremos ansiosos em lhe ajudar.